A imortância do diagnóstico precoce [Completo]

Vou começar escrevendo sobre um fato que pode parecer curioso para muitos, surpreender ou até causar estranheza:

Câncer de próstata é grave.

Existe muita desinformação sobre esta doença, sendo que alguns talvez possam pensar que ela nem seja tão grave, visto que hoje em dia a probabilidade de cura é muito alta. Talvez exista até um mito, de que câncer na próstata seja algo pouco importante, simples, uma doença quase comum.

Isto quer dizer que não se precisa dar atenção à prevenção precoce do câncer de próstata?

Não, muito pelo contrário. É fundamental que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.

E por que diagnosticar logo?

Porque o câncer de próstata é considerado um tumor maligno, contendo células que podem “invadir” outras partes do corpo, causando a chamada metástase. E é aí que reside o problema.

O câncer de próstata pode gerar metástase nos ossos e linfonodos, pode invadir o reto, bexiga, ureteres e pulmão, ocasionando muito sofrimento, comprometimento na qualidade de vida e uma alta possibilidade de óbito.

Nota importante do autor: Como citei anteriormente, não sou médico, mas estas informações estão fartamente disponíveis na literatura médica.

Caso ocorra uma metástase, a coisa muda de figura. Quando se fala popularmente que “um câncer de próstata detectado no início tem alta chance de cura”, o que se quer dizer na verdade é que existe a possibilidade de combatê-lo e curá-lo antes que extrapole o perímetro da próstata.

A conclusão óbvia a que se chega, portanto, é que se alguém tiver um câncer de próstata é altamente desejável que o mesmo seja diagnosticado o quanto antes, “no início”, antes que se espalhe por outros tecidos ou órgãos.

Para prevenção e garantia de que o diagnóstico seja feito o quanto antes, é necessário consultar regularmente um urologista, não existe outra forma.

Um grande equívoco a ser evitado

Um dos maiores equívocos que pode ser cometido por homens que não façam acompanhamento periódico de diagnóstico é o de achar que não precisam fazê-lo se não sentirem nada, deixando de consultar um urologista regularmente.

Este é um erro que pode custar muito caro.

Muitas manifestações do câncer de próstata são totalmente assintomáticas, ou seja, não são sentidas, como no meu caso. Eu não sentia absolutamente nada diferente, seja dor, ardência, sangramento e nem mesmo dificuldade para urinar (este me parece ser outro mito, de que só se deva consultar um urologista caso haja alteração na micção).

Não existe uma idade “certa” para começar a visitar regularmente um médico, muitos falam em 50 anos, mas eu sugiro que a partir dos 40 anos todos os homens façam consultas regulares – que felizmente é o que eu fiz, o que certamente ajudou no meu diagnóstico precoce.

Como funciona a prevenção

Acho oportuno esclarecer como funciona a investigação do câncer de próstata (na literatura médica o diagnóstico é algumas vezes chamado de rastreamento).

O processo começa por um exame de sangue solicitado pelo médico, para avaliação do nível de PSA, cujo resultado indica os antígenos produzidos pela próstata. Não existe uma referência padrão para um resultado “bom” no nível de PSA detectado em exame, pois ele é levado em conta juntamente com outros fatores, dentre eles a idade do paciente, predisposições genéticas, condição geral de saúde e outros critérios resultantes de análise clínica do urologista.

Para a maioria dos homens, basta repetir este ritual anualmente, uma consulta e um exame de sangue. Diga-se de passagem, é pouco esforço para pensar na saúde, não?

Com o tempo, fui aprendendo algumas coisas sobre diagnóstico de câncer de próstata que me deixavam confuso e inseguro. Nível de PSA alto pode indicar câncer, mas não se tem um padrão para o que seja alto, e nem tampouco o fato de ser alto indica que seja um câncer (a alteração pode ser causada por uma prostatite, infecção na próstata, por exemplo). Por outro lado, ter PSA baixo não significa que não se tenha câncer!

Dependendo do resultado do exame de PSA e outros fatores, o médico pode decidir fazer um exame de toque retal, que consiste em um toque na próstata através do reto.

Eis um fato: existe entre alguns (ou muitos) homens um preconceito absurdo contra o difamado exame de toque retal.

Me causa surpresa que em pleno século XXI muitos homens temam este exame ou se sintam constrangidos com ele. Para quem sinta sua masculinidade “ameaçada” pelo toque, é importante esclarecer que isto não vai acontecer em todas as consultas, é possível manter uma boa segurança de diagnóstico sem passar por pelo procedimento, ficando somente com a consulta e o exame de sangue.

Convenhamos, se e quando alguém tiver que fazer o exame de toque, qual é o problema? Mesmo que o sujeito se sinta envergonhado, ao que não vou entrar em julgamento de valor, vale a pena arriscar um câncer nos ossos ou no pulmão?

PSA mesmo sem urologista

Mesmo que você decida que aos 40 anos não seja necessário consultar um urologista regularmente, uma sugestão que deixo é que em qualquer outra consulta médica que você faça, solicite uma requisição de exame de PSA. Caso o resultado seja muito baixo, você poderá ter uma indicação de que nada está errado. Não é o cenário ideal, mas é melhor do que nada.

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